segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Lendo Deus...


Eu sempre tive uma forma diferente de pensar em Deus, sempre fui muito íntima Dele. Não íntima, íntima. Mas despojada, distraída. Converso com Ele, antes de pensar em rezar efetivamente. Eu não escolho, não seleciono as coisas que vou agradecer e pedir. Quando dou conta, já estou agradecendo, já estou pedindo.

Dizem que Deus escreve certo por linhas tortas. É por isso que eu sempre me interessei pela palavra escrita. Pensava, quando criança, que podia desvendar o mistério de Deus tentando entender essas linhas tortas. Não, não desvendei. Mas também não desacreditei que eu possa encontrar respostas nas linhas de um livro.

Eu cresci pensando nisso. Cresci lendo dessa forma, descobrindo. Ah, eu me apaixonei: pelos livros e pelo meu namorado. "Aprendi que Deus não é tão complexo quanto parece, ele não quer ser maior que ninguém, quer apenas ser como nós, fazer parte de nós, das nossas vidas". Foi a primeira coisa que meu namorado respondeu quando lhe perguntei o que ele havia aprendido em uma leitura. O que meu namorado aprendeu, e o que, tenho certeza, que Deus queria que eu entendesse era isso: o legal é sempre querer entender as linhas tortas.

Marcele Antonio
2º período de Jornalismo/FAG Cascavel

Um exemplo, de 78 anos


Ter 78 anos de idade não representa barreira para Lúcia Dresh (foto) quando o assunto é aprender. Ela mora na cidade de Quatro Pontes (PR) há 53 anos. Formou-se em Educação Infantil pela Faculdade Sul Brasil – Fasul, de Toledo, em 2005 e atualmente está escrevendo um livro com o objetivo de abordar sua experiência, cultura e a chegada dos antepassados ao município em que reside.
Mesmo com a experiência de vida que possui, sempre buscou concretizar o seu objetivo principal: aprender a ler e ter uma formação acadêmica. “Gosto tanto disso que me lembro ter faltado apenas duas vezes na faculdade...e foi porque perdi o ônibus”, completa. Segundo Lúcia a satisfação de hoje poder ler e contar histórias para seus netos recompensa todo o esforço e desafio que enfrentou. Emocionada, conta que antigamente, o difícil acesso à instituição de ensino e a falta de condições financeiras impediram a compra de livros e sua formação.
Para ela a leitura contribui na construção do ser humano como pessoa capaz de adquirir conhecimento, proporciona novas oportunidades de desenvolver a criatividade, mostra os elementos da vida (personagens), reais ou não, e por todos esses benefícios uma de suas metas é transmitir o conhecimento que possui na publicação de seu primeiro livro. Lúcia não gosta de academicismos e por isso pretende escrever da maneira mais simples e compreensível possível.
Quando peço para resumir em uma frase a importância da leitura ela diz o seguinte: “A leitura e informação você ocupa a todo momento, sempre, até quando precisamos ler alguma simples placa”. Os objetivos, desafios e conquistas de Lúcia devem ser considerados exemplos e prova de que nem mesmo a idade avançada é capaz de impedir um propósito, como o de ler, que contribui efetivamente tanto para a formação pessoal quando para a profissional.


Adriane Cíntia Kappes
2º período de Jornalismo/FAG Cascavel

Muito além dos jornais


Para a contadora Celia Regina Valetin, os livros são peças essenciais em seu trabalho e vida profissional. Celia conta que usa os livros e recorre à leitura diariamente. “Eu recorro aos livros que são publicados na área de contabilidade, para verificar como devo proceder para realizar minhas atividades profissionais de acordo com a legislação Brasileira” comenta.
Ela acredita que são experiências e novos conhecimentos adquiridos todos os dias. “Toda vez que o governo oferece algum parcelamento para os débitos de pessoa física ou empresas é preciso ler além do que vem escrito nos jornais, revistas e sites de consultoria eletrônica” ressalta. Celia garante que através da leitura e dos livros ela tem o conhecimento de toda legislação tributária vigente no Brasil e as normas aplicadas a contabilidade.

Com esse depoimento, da para se ter a noção de como a leitura auxilia na rotina e até mesmo na vida pessoal das pessoas. Como Celia citou, existem novidades, curiosidades que são descobertas além de jornais e revistas. Existem novidades e experiências em determinados assuntos que você só vai adquirir através de livros.

Mariana Casagrande
2º período de Jornalismo/FAG Cascavel

O homem e o bichinho de estimação


A leitura interliga diretamente palavras, culturas. Geradora de conhecimentos variados, consegue atrair e mostrar novos conceitos, histórias e estórias que alimentam o cotidiano e enriquecem o leque cultural.
Muitas obras estrangeiras fazem sucesso no Brasil. Exemplo disso é a obra “Marley e Eu” escrita por John Grogan e depois produzida em filme. Baseado em fatos reais, relata a relação entre um homem e um cachorro. Retrata a lealdade e o amor incondicional vivido na relação humano-animal.
Para o estudante de Engenharia Civil, Gustavo Boniatti, 18, a obra faz pensar mais nas pessoas, ter um afeto maior e dar importância aos amigos. “Atribui sentido a vida melhor, faz você refletir com mais cuidado sobre a vida” enfatiza.
Conta que inicialmente foi atraído pelo titulo do livro, que instigou a curiosidade. Além disso, chamou a atenção o fato de o livro ser considerado sucesso de vendas mundo afora. Também reforçaram a curiosidade a sinopse e comentários recebidos de outros leitores da obra, que a aprovavam e recomendavam.
Há ainda por parte do publico brasileiro receio nas obras estrangeiras, porém isso tem diminuído ao longo dos anos. Prova é de que livros como Crepúsculo e sua saga vem garantindo bons públicos nas livrarias. "Não importa ser estrangeira ou brasileira, o fator fundamental é aquele que te prende e o faz ler por completo" diz Gustavo.

Douglas Fernando Barros
2º período de Jornalismo/FAG Cascavel

Um novo hábito


Para esta tarefa – ver o que as pessoas andam lendo e aprendendo com isso – quis falar com alguém que não fosse acadêmica ou formada. Busquei por respostas diferentes e opiniões que me fornecessem um conteúdo diferente.
Conversei com a auxiliar administrativa Lilian Fernandes da Silva, de 24 anos. Ao ser entrevistada, disse que nunca gostou realmente de ler, pois na época de colégio via-se obrigada a ler clássicos da literatura que não eram atrativos para uma leitura de lazer, devido ao estilo literário.
Mas um dia, a partir de uma indicação de uma colega, resolveu ler o livro “O Alquimista”, de Paulo Coelho. Ela conta que a partir daquele livro, que lhe ensinou muitas coisas inclusive a nunca desistir de seus objetivos, passou a ler muitos livros e a gostar de muitos autores, em especial Paulo Coelho.
Por ser uma fiel leitora, costuma ler geralmente um livro por mês, de acordo com seu tempo, agora como um “hobby” e não mais por obrigação, buscando livros instrutivos que lhe passem algum conteúdo.
Ultimamente leu o livro “O céu está caindo” do autor Sidney Sheldon, que indicou-me para ler, dizendo ser um livro que valeria a pena para mim, por ser uma história sobre a profissão de jornalista e os perigos que a mesma pode proporcionar a quem tentar ser um profissional de destaque.

Bruna Lays Bueno
2º período de Jornalismo/FAG Cascavel

Um incentivo


Desde criança somos incentivados a ler. Algumas pessoas criam o hábito de ler, outras acabam lendo pouco ou nada. Mas uma coisa é certa: ao entrar nesse mundo da leitura nós agregamos algum conhecimento. Marcos Schmitz, 37 anos, é policial rodoviário, e diz que gosta muito de ler, embora diga que não tenha tempo disponível. Um livro que marcou sua vida foi "Quem mexeu no Meu Queijo" de Spencer Johnson. "Ao ler o livro pude modificar minha visão sobre as pessoas que querem se aproveitar de nós e das que realmente são nossas parceiras", explica Marcos.
Para Marlon Hartmann, 22 anos, um livro que marcou sua vida foi "A Ilha Perdida" de Marcos Rey. Ele conta que ao ler o livro começou a pensar duas vezes antes de se meter em uma aventura.
Para alguns uma vida, para outros um momento... As histórias dos livros podem mudar o pensamento, o jeito, uma vida. Cabe a cada um eleger as melhores histórias e aproveitá-las ao máximo pois ler é tudo de bom.

Anna Hilbert
2º período de Jornalismo/FAG Cascavel

terça-feira, 10 de novembro de 2009

O Código da Crítica


O Código da Vinci é um livro de Dan Brown publicado em 2004 que causou muita polêmica por atribuir uma imagem tirana e misteriosa à igreja católica que, no livro, não queria seu maior segredo revelado à sociedade: o Santo Graal.
Com uma história tão bem escrita a obra foi comprada por milhões de leitores no mundo, incluindo a dona de casa e padeira, com 36 anos: minha mãe, dona Deisi.
Ela começou a leitura já conhecendo a história, pois já havia visto o filme, mas ficou impressionada com os “fatos” apresentados por Brown da mesma maneira. Lia e me contava como se fosse a verdadeira revelação de um segredo vinda daquele livro. O romance causou tanto impacto em minha mãe que ela terminou a história e foi procurar por mais na internet.
Lendo artigos e mais artigos a respeito do livro e filme, ela foi percebendo os erros, enganos e fantasias acerca do enredo e os “fatos” que antes pareciam fazer total sentido sucumbiram a meros rumores e suposições da parte do autor.
Enfim, fiquei feliz por ela. Não por ter concluído mais uma leitura, mas sim, por ter despertado seu senso crítico e ter ido em busca da verdade por trás de uma história bem contada, ter descoberto o poder que as dúvidas nos dão de irmos na direção oposta ao que nos mostram e assim possamos perceber, por nós mesmos, a essência, o sentido e a influência que a princípio sofremos. E, melhor preparados, exercemos sobre as coisas.

Max Andreuw Odin
2º período de Jornalismo/FAG Cascavel